Quarta-feira, 27 de Setembro de 2006

Será que há algo errado?

Na minha ingenuidade e ignorância política – aliás, justificada mesmo porque a política brasileira atual está muito mais complicada do que jamais – não consigo entender o que acontece com as pesquisas eleitorais. Tenho conversado com muita gente e a imensa maioria garante que não quer uma reprise no Planalto. Em miúdos: não vai votar no Lula. E até mesmo diversos petistas conhecidos meus são da mesma opinião, hoje em dia abominando o partido da ética, afirmando que de ético ele não tem mais nada. E permito-me indagar, para os meus botões, se um dia houve ética no PT... Mas, voltando ao assunto, se a maioria das pessoas com quem tenho conversado – e vejam bem que fazem parte de um universo que pode bem ser considerado como amostra, uma vez que são pessoas de níveis sócio-econômico-culturais bem diferentes – diz-se decepcionada com o Lula e com o PT, como é que pode o fenômeno de as pesquisas estarem apontando a possibilidade – quase certeza – de uma vitória de Lula já no primeiro turno? Será que há algo errado com essas pesquisas, ou será que a metodologia utilizada é tão esdrúxula que aponta justamente o contrário da realidade? Para ser sincero, não quero imaginar que possa haver corrupção até mesmo nisso! Porém, lembrando de que estamos vivendo no Brasil e de que estamos atravessando um período histórico que bem poderia ser chamado de Era da Corrupção, tudo se torna possível. Não pode me passar pela cabeça que indivíduos respeitáveis que me dizem votar em qualquer um menos no Lula, ao chegar a hora da urna, mudem totalmente de opinião. Mas pode-se pensar que se esteja fazendo o jogo do obstetra ladino quando ainda não havia o exame de ultrassom capaz de detectar o sexo do feto: dizia para a mãe que ela estava esperando um menino e, na ficha clínica, marcava menina; se nascesse um menino, ninguém viria fazer qualquer pergunta e ele ainda ficava com fama de profeta; mas se o Destino decidisse que viria uma menina e a mãe aparecesse para reclamar, ele simplesmente diria que ela tinha entendido errado. E mostrava a ficha clínica onde estava escrito menina. A esperança é essa. O brasileiro pesquisado pelo IBOPE, DataFolha, CNT/Sensus, Vox Populi e outros, só pode estar fazendo o jogo do obstetra: diz que vota no Lula, mas na hora H vai marcar outro. E, ao se publicar o resultado oficial da votação, o povo dará uma risadinha marota e apurará os ouvidos para tentar ouvir o canto do Bufo hirsutus ecoando ao longe. Muito ao longe do Paranoá.
publicado por Jose Alpoim às 06:35
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